TEXTO – 01 Impactos sociais, econômicos, culturais e políticos da pandemia de COVIDE -19
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– 01 Impactos sociais, econômicos, culturais e políticos da pandemia de COVIDE -19
Na canção de Raul Seixas "O dia que a Terra parou" transmite uma ideia de que a Terra parou no sentido de que as pessoas deixaram de fazer suas obrigações, como ir para trabalhos, mercados, praças, pois semelhante aos dias de hoje, houve algum acontecimento que forçou as pessoas a deixar de fazer o que faziam antes e ficarem em casa.
Neste sentido, a
pandemia de Covid-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2 ou Novo Coronavírus, vem
produzindo repercussões não apenas de ordem biomédica e epidemiológica em
escala global, mas também repercussões e impactos sociais, econômicos,
políticos, culturais e históricos sem precedentes na história recente das
epidemias.
De modo geral, a pandemia
do coronavírus (Covid-19) tem mudado o cenário social nos últimos dias e
trazido impactos de várias ordens à vida das pessoas. “A desigualdade (material
e imaterial), maior problema do Brasil, se aprofunda e isso mostra como temos
acessos muito diferentes aos serviços de saúde, à informação, aos cuidados e ao
autocuidado”, observa a professora e psicóloga social do Programa de Ciências
Sociais da Unisinos, Marília Veronese.
Segundo ela, nesse momento,
o mais importante é cuidar de si e do outro, ouvir e ser ouvido, e
fortalecer-se nos vínculos de afeto e aprendizado mútuo. “É muito importante
fomentar a entreajuda, a conversa e o diálogo, por meios virtuais ou a
distância segura, pois precisamos mais do que nunca de amparo. Somos seres
relacionais e de vínculos, desde que nascemos, estabelecemos vínculos
sócio-afetivos, ou sequer vingaríamos como espécie. Nossa cognição funciona
articulada com nossos afetos”, explica Marília.
A psicóloga social acredita
que é fundamental que nos apoiemos, conversemos e peçamos ajuda. “Com as
tecnologias de comunicação isso é possível à distância, a não ser para quem não
têm acesso a elas, o que nos leva de volta ao problema da desigualdade”,
pondera.
A professora espera que após
essa pandemia fique claro o quanto é importante investir na área da saúde e que
as pessoas compreendam a importância da solidariedade e fortaleçam o senso de
interdependência, um sentimento vivo de solidariedade, que a sociologia chama
de ‘solidariedade orgânica’. “Eu coopero porque é bom para mim e para o outro,
porque é racional cooperar. Também é relevante que entendam e valorizem mais a
pesquisa, o conhecimento científico, porque é ele que precisa ser acionado
nesses momentos críticos”, afirma.
Neste sentido, a
estimativa de infectados e mortos concorre diretamente com o impacto sobre os
sistemas de saúde, com a exposição de populações e grupos vulneráveis, a
sustentação econômica do sistema financeiro e da população, a saúde mental das
pessoas em tempos de confinamento e temor pelo risco de adoecimento e morte,
acesso a bens essenciais como alimentação, medicamentos, transporte, entre
outros.
Além disso, a
necessidade de ações para contenção da mobilidade social como isolamento e
quarentena, bem como a velocidade e urgência de testagem de medicamentos e
vacinas evidenciam implicações éticas e de direitos humanos que merecem análise
crítica e prudência.
Partindo-se da
perspectiva teórica, as Ciências Sociais, por
ser um campo muito plural, pode olhar o momento atual sob diferentes prismas.
“É preciso parar com negacionismos, reconhecer e enfrentar os problemas,
participando numa agenda mundial de esforços”, finaliza.
Referências
http://www.unisinos.br/noticias/global/os-impactos-da-pandemia-na-vida-das-pessoas/
https://portal.fiocruz.br/impactos-sociais-economicos-culturais-e-politicos-da-pandemia
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02- VÍDEO: O dia em que a Terra Parou
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ATIVIDADE

O texto fala sobre o resultado da pandemia de coronavirus em relação â vida social das pessoas, haja vista, que a economia, a saúde e o lazer também ficam comprometidos frente a essa pandemia com desfecho ainda, imprevisível.
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